Às Moscas

 

É inevitável que as moscas venham, assim como é inevitável refletirmos sob qual é o papel delas no mundo. Digo… Essas criaturinhas chatas que nos fazem lembrar da sujeira e da morte. Sim, a morte é inevitável, assim como as moscas e os vermes que irão fazer de nós um banquete assim que estivermos a sete palmos. Encaramos a morte como uma espécie de ‘desastre natural’ e negamos sua existência, dizendo sempre que ainda temos tempo, que a ‘nossa hora não chegou’.

De qualquer forma, as moscas aparecem. E há essa expressão, quando dizem que fulano de tal está “às moscas”, que na verdade nada mais significa do que uma espécie de abandono. Quando alguém está às moscas, ele fora abandonado por alguém. Esse próprio blog já esteve às moscas (e ainda está), completamente negligenciado pelo seu autor.

Quando há o abandono, as moscas vem. Eu nunca tinha parado para pensar sobre essa expressão. Talvez por isso as moscas apareçam quando alguém morre ou quando algo está podre: Á deriva, chegam as moscas. A morte talvez seja o mais simplório tipo de abandono – um abandono não intencional, de tudo, inclusive de nós mesmos.

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