entreolhares&luares

Olhar pra você é demais pra mim. Vislumbro todos os pecados do mundo, mas também vislumbro o céu. Lembro de tardes olhando para o mar enquanto a brisa soprava meus cabelos, mas também lembro do mar engolindo a cidade. Olhar pra você é outra coisa, algo único – e eu não consigo olhar pra você duas vezes do mesmo jeito: há sempre um novo detalhe, uma nova descoberta.

Quando eu olho pra você eu não simplesmente olho pra você, entende?

Por vezes, aquela bela imagem vira o caos. Por vezes, você se parece com o um eclipse solar e mesmo que tenham me ensinado desde pequeno que você não deve olhar diretamente para o eclipse, eu acabo olhando. Queima minha retina e me encontro em meio a uma confusão que não pode ser descrita com palavras.

Quando eu olho pra você, eu vejo além. Vejo o infinito e todas suas estrelas – é demais pra mim. Mas eu continuo olhando, por mais que me assuste. Continuo olhando, mesmo quando minha cabeça não te entende. Eu não consigo olhar pra você só com meus olhos, entende? Eu olho pra você com o corpo e a alma. Olhar pra você é demais. Mas também é demais pra mim. Por que será então que eu não consigo desviar o olhar?

Continuarei olhando, mesmo que eu feche os olhos. Mesmo que você não esteja mais ali. Para olhar para ti, basta que eu olhe para dentro de mim. Você sempre esteve lá.

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