Teste.

Vou lhe dizer algo que pode não parecer a coisa mais legal do mundo: sempre teste ao outro. Você nunca sabe quem alguém é ou o quão longe a pessoa está disposta a ir sem que você a teste. Você nunca precisará testar alguém em quem confie! Nós, desconfiados por natureza ou obcecados em confiar em demasia, precisamos tirar a prova real.

Nós nunca sabemos o que o outro pensa. Por mais que o outro faça juras de amor, por mais que essas juras de amor sejam verdadeiras para o outro, essas juras precisam ser testadas. Sequer sabemos o que é amor para o outro! Amor para mim é dar tudo de si, nunca deixar pra lá? O outro pode preferir deixar pra lá. Amor para o outro pode ser relevar. Você vê um amor em que um quer deixar pra lá e o outro nunca deixa dar certo? Amor não é sempre a mesma coisa. Teste seu amor. Teste a pessoa que você ama. Teste o amor que ela sente por você. Teste o amor que você sente por ela.

Você precisa saber que a pessoa que você ama está disposta a fazer por ti o que você estaria disposto a fazer por ela. Vai esperar por precisar dela? Pode acabar chupando o dedo. Teste, teste-a, testa-te. De vez em quando o teste (tiro) sairá pela culatra e você irá trapacear no teste. Dará um jeito de fazer a sua parte e a parte do outro. O deixará inerte, só para que ele passe. Conversará por dois, sendo um só. E quando realmente a conversa precisar de dois? E quando não for mais um teste? Teste, mas sempre pensando no melhor. Nunca trapaceie.

Nunca, na calada da noite, vá colar os pedaços das coisas quebradas com cola-quente. Essa é tarefa para dois! Esse é o teu teste! Agora, pergunte-se: o outro trapacearia no teu teste por você? O outro realmente faria isso? Não importa sua opinião, por mais linda e baseada na confiança que seja. A confiança é enganosa! Teste!

Como disse, não é a coisa mais legal do mundo a se dizer ou fazer. Certamente, num mundo ideal, você não precisaria de testes. Esse não é um mundo ideal. Somos tão cheios de defeitos que quase não temos qualidades o suficiente para preencher os espaços.

E há algo mais! Você não é um querubim em uma nuvem! Assim como deve testar ao outro, deve sempre testar a si mesmo. E todos os teus testes serão injustos, quer sejam testes para consigo mesmo, quer sejam testes para com o outro. ELES DEVEM SER INJUSTOS! São injustos, pois exigem algo a mais! São injustos porque ninguém pode realizá-los deitado. Exigem não promessas feitas, mas promessas cumpridas.

Sempre teste o outro, mas não faça testes demais só para que o outro passe. Os testes tem que ser difíceis. Se você não está disposto a querer algo mais, não teste! Não teste a si nem teste o outro, pois essa é uma tarefa dura demais para aqueles que não estão dispostos a se decepcionarem e abrir mão de tudo. Não teste a si nem ao outro, assim… As coisas ficarão intocáveis. Se tudo estiver no lugar certo, não teste. Assim elas ficarão iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais, iguais…

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