Perder ‘senza peccare’

Algo se perde
E outro algo se encontra
Somos aquilo que se perdeu?
Ou somos aquilo que encontramos?

E onde nos procuramos?
Onde nos encontramos?
Onde nos perdemos?
Em lugar algum…
Que não seja dentro de nós mesmos!

 

Nada se perde
Onde tudo se encontra
Assim como nada se encontra
Onde tudo se perde
Você tem perdido mais?
Ou tem encontrado?

Onde vão todas as coisas que perdemos?
Alguém as encontra? Cuida delas melhor que nós?
E os sentimentos que perdemos? Outros o sentem?
Ou nossos corações se tornam objetos decorativos
para servir aos olhos dos que os encontram

Não tenho interesse em reaver
Aquilo que por descuido eu deixei ir
Nem tampouco posso perder
Aquilo de que não desgrudo os olhos por um minuto
Só posso perder,
talvez…
Meus próprios olhos
(Daí sim, tudo estaria perdido)

E em todas as perdas, algo acontece
O bem perdido…
Seja ele um amor, uma ideia, um amigo
Seja ele uma vida
Parece que não conseguiremos
seguir em frente

Que percamos tudo aquilo que estamos
dispostos a perder por completo
Que o façamos sem que nos tornemos
PERDEDORES
Que o façamos sem nos perder por completo

Que percamos
Sem percarmos
Sem nos arrependermos
Sem nos ajoelharmos

Afinal…

Perder…

Deve…

De alguma forma…

Fazer parte de nós mesmos.

Não somos só aquilo que ganhamos…

Mas também aquilo que perdemos.

 

 

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