Vai doer (e deve doer), mas siga em frente

Teve um dia em que eu e um amigo subimos uma montanha. A trilha acabou e tivemos que cortar caminho pela mata. Procurávamos por uma grande árvore sobre a qual um colega tinha nos contado, uma árvore que tinha uns 20 ou 30 metros. Deveríamos demorar uns 40 minutos para chegar lá, mas pegamos alguns caminhos errados e acabamos levando duas horas. Eu lembro que em certos momentos eu simplesmente queria desistir, descer de lá de cima e voltar pelo caminho que tínhamos deixado, mas algo dentro de mim me impediu. Era uma voz que dizia: “Vai doer. Deve doer. Mas siga em frente. Valerá a pena”.

E então eu continuei, mesmo com dores nas pernas, nos braços e no pé. A árvore era ainda mais bonita do que eu pensava e ficamos por cerca de uma hora observando ela e o cantar dos pássaros. Foi um bom momento para descansar as pernas. Tinha doído um bocado para chegar lá, mas eu tinha conseguido! Doeu, mas eu segui em frente. Doeu, mas valeu a pena.

E talvez teria doído bem mais se eu simplesmente tivesse desistido da árvore e da aventura e voltado para arranjar algumas cervejas. A dor é algo que nos dignifica, afinal. E isso vale para tudo! Temos a tendência de fingir que não sentimos a dor, de que somos fortes demais para ela. Na verdade a dor é uma importante parte da vida e nós devemos ser capazes de senti-la. Sentimos dor porque somos humanos. Sentimos dor porque estamos seguindo em frente.

Vai doer. Não ignore a dor, mas sim aprenda a suportá-la. Siga em frente.

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