Perguntei à uma psicóloga “O que só os psicólogos sabem e as outras pessoas não?” e essa foi a resposta

Ocasionalmente, precisamos fazer perguntas sobre as quais não sabemos absolutamente nada, pois somos curiosos por naturezas. Quando um mecânico está arrumando o seu carro e você não sabe o que ele está fazendo, você o pergunta. O mesmo com o pedreiro, com o encanador, com o designer. Sempre existe algo que apenas as pessoas que trabalham em uma área compreendem, de tanto repetirem os mesmos movimentos.

Bem, eu perguntei à uma psicóloga: “O que só os terapeutas sabem e as pessoas de fora da área não?”. E posso resumir a resposta dela em alguns pontos:
  1. O Sexo é algo que destrói muitas vidas: ok, não o sexo em si, mas a imposição do sexo. Os estupros na infância são comuns tanto entre meninas como entre meninos. E existe um bocado de gente por aí tentando superar esse trauma, de um lado ou de outro. A gente busca acreditar que apenas uma minoria das pessoas sofrem abusos sexuais, mas eles são tão comuns quanto os espirros. Por incrível que pareça, se você não sofreu um abuso sexual de qualquer natureza, você pode ser considerado(a) sortudo(a);
  2. Os vícios são fugas: ela me disse que a maior parte das pessoas que estão com algum problema relacionado a vícios, como as drogas ou o álcool, estão se automedicando, tentando curar algum trauma dentro delas a partir do abuso das substâncias. Eu disse para ela que nunca tive nenhum trauma e que mesmo assim eu tenho um problema com o álcool e com os cigarros e ela me respondeu “eu não acredito”;
  3. As pessoas quase nunca se acham cruéis quando cometem crueldades: ela costumam inventar desculpas e justificativas para os seus atos, como se não tivessem outra escolha, e fazer elas aceitarem que foram cruéis é o grande desafio. Mesmo as pessoas que cometem crueldades ao tempo inteiro continuam dizendo que elas tiveram um motivo para isso e que não é culpa delas, sempre usando aquele preciso “mas eu…”;
  4. As pessoas se “autodiagnosticam”: um indivíduo chega ao terapeuta, dizendo que tem depressão. Ela pergunta quem foi o profissional que o diagnosticou e o que ele disse. Ele simplesmente diz que “sempre soube” que tinha depressão, sem qualquer diagnóstico prévio. E isso vale para tudo! É como se você pesquisasse sobre gripe no Google e dissesse ter gripe, quando na verdade você está apenas com pressão baixa;
  5. As pessoas são irritantemente repetitivas: na maior parte do tempo, as pessoas insistem em reviver os mesmos problemas, mesmo quando elas sabem de suas consequências. Elas tendem a repetir o erro, apenas para depois se arrependerem e os repetir novamente;
  6. As pessoas não tem coragem de se expressar sobre seus problemas: na maior parte do tempo, as pessoas simplesmente não são capazes de demonstrarem um medo ou uma situação pela qual as mesmas estão atravessando. Elas simplesmente engolem seus medos e seguem em frente, tentando parecer que estão bem.
  7. A autoestima de ninguém é tão alta assim: mesmo as pessoas ricas e bonitas tem um problema com elas mesmas. Elas estão sempre tentando mudar algo nelas mesmas, mesmo quando o resto do mundo as acha perfeitas. Talvez realmente tenhamos um problema com nós mesmos, independentemente das circunstâncias.

E, por último, mas não menos importante:

TODAS AS PESSOAS SÃO LOUCAS PRA CARALHO E ISSO É NORMAL: na verdade, os que nos torna normais é a nossa própria loucura. É também o que geralmente nos torna pessoas melhores! Todo mundo tem um ou dois parafusos a menos. A questão é o que fazemos sobre nossos parafusos. É isso que realmente importa.

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