Existe apenas uma coisa que devemos fazer enquanto espécie: aprender

Estamos localizados no meio de uma galáxia espiral com cerca de 105.700 anos luz, com centenas de bilhões de estrelas e com uma idade avaliada estimada em treze bilhões de anos. Isso realmente faz com que nos sintamos pequenos, não faz?

E deveríamos. Cientistas calculam que existe uma estimativa de 8,7 milhões de espécies no planeta Terra (com 1,3 milhão a mais ou a menos). Somos 7 bilhões de seres humanos contra cerca de 10,000,000,000,000,000 de formigas. Quanto às baratas, estima-se que existam entre 200 a 500 para cada ser humano. 52 milhões de cães, 22 milhões de gatos e por aí vai: um conjunto de espécies agrupadas e tentando conviver em um pequeno planetinha azul.

Mesmo assim, deliramos por nós mesmos, enquanto estimulamos uma percepção de que somos os seres mais importantes do universo, os dominadores da natureza e das outras espécies. E entramos em competição com nós mesmos: você deve ficar mais rico que seu vizinho, conseguir um emprego melhor do que seu amigo, ficar com uma pessoa mais bonita do que seu primo e toda essa baboseira.

Tenho refletido bastante sobre isso nos últimos tempos. Você acha que eu estou fora dessa? Sem me sentir, em determinados dias, o centro do universo? Posso lhe afirmar que não. Estou envolvido na vida com os mesmos defeitos que todos que me cercam, mas creio que assumi uma atitude um pouco diferente recentemente: me coloquei no lugar de um observador. Deixei de fazer questão de estar certo sobre tudo, de tentar ser melhor que os outros, de competir.

E o que eu aprendi com isso?

Só existe uma coisa que é verdadeiramente importante em nossa natureza, nossa única tarefa indispensável: aprender. Estamos aqui para aprender e não para competirmos uns com os outros ou para dominarmos uns aos outros e às demais espécies. Eu sei… Fica difícil manter isso em mente todos os dias, mas eu estou tentando. O que nos diferencia das demais espécies é a nossa capacidade de aprender de um modo mais significativo. Os animais não tem sistemas de escrita e leitura, mas nós temos.

E nós temos a capacidade para criar, por exemplo, a energia elétrica. Você ao menos sabe como a energia elétrica realmente funciona? Ou como funciona o seu aparelho de telefone? Você sabe como funcionam as coisas ao seu redor? Possivelmente, você deve saber sobre uma coisa ou duas, mas desconhece a maior parte. E por quê? Você está cercado por um volume imensurável de informação sobre tudo, mas você simplesmente não vê a necessidade de aprender.

É normal. Eu também não sei como funcionam os circuitos do meu telefone ou do computador onde escrevo. Mas também sou ignorante em um bocado de outras coisas. E confie em mim quando lhe digo que tudo o que eu quero fazer é aprender. É claro, isso não significa que eu vou simplesmente morar debaixo da ponte ou me isolar com monges tibetanos numa tentativa de assimilar o máximo possível de conhecimento que eu conseguir até minha morte, mas significa que eu compreendo a necessidade de aprender o máximo possível.

Tenho alimentado minha curiosidade, em busca de respostas. Estou procurando, no fundo, por perguntas que ainda não foram feitas, por respostas que ainda não foram obtidas. E, quando eu as encontrar, poderei aprender sobre elas, talvez responder as perguntas que me constituem enquanto ser.

Tudo o que você precisa fazer é aprender. Esqueça as competições. No fim da vida, você não vai ganhar. Só o conhecimento e o aprendizado são capazes de transformar a ti mesmo para que tu ajude a transformar o mundo.

Vá atrás de uns livros antigos que nunca lhe interessaram, estude alguma coisa na escola que você simplesmente deixou pra lá, escreva um livro, plante uma árvore e registre o crescimento dela em um diário. Medite, pense, pare de absorver tudo de um modo passivo. Se torne a melhor versão de você que você pode ser. E para isso, o caminho é um só: aprenda. Aprenda sobre tudo, ao menos um pouco. Ouça aos mais velhos e aos mais jovens. Todo mundo pode aprender um pouco mais hoje.

Como já dizia nosso amiguinho ET Bilu, simplesmente…

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